Crianças e adolescentes atendidos pelo CAPS IJ (Infantojuvenil) de Mauá participam nesta terça-feira (17) de viagem cultural ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), um dos principais espaços culturais do país, localizado na cidade de São Paulo. A atividade integra as estratégias terapêuticas desenvolvidas pela equipe multiprofissional do serviço e tem como objetivo ampliar as experiências culturais, sociais e educativas dos participantes.
A proposta busca proporcionar momento de convivência, aprendizado e descoberta, estimulando a socialização, o desenvolvimento da autonomia e o acesso à cultura e ao lazer – elementos considerados fundamentais no processo de cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes.
Durante o passeio, os participantes terão a oportunidade de conhecer o acervo do museu e vivenciar experiências fora do ambiente clínico, em contexto que favorece a interação, o diálogo e a construção de novos repertórios culturais e sociais.
Segundo a coordenadora de Atenção Especializada de Mauá, Silvia Marangoni, iniciativas desse tipo fazem parte de abordagem ampliada de cuidado em saúde mental. “Quando promovemos atividades em espaços culturais, ampliamos o acesso dessas crianças e adolescentes a experiências que fortalecem a autoestima, estimulam a autonomia e contribuem para o desenvolvimento integral. O cuidado em saúde mental também ocorre nos territórios e nos espaços de convivência”, destaca.
Eidi Keli Soares, gerente do CAPS IJ, explica que a proposta de atividades externas integra a lógica de cuidado do serviço, que reconhece a cidade como espaço terapêutico. “Esses momentos são muito importantes porque permitem que os usuários vivenciem novas experiências, interajam em outros ambientes e ampliem seu repertório cultural e social. A ideia é estimular a inclusão social, promover saúde mental de forma humanizada e também fortalecem o vínculo com a equipe e com o próprio processo de cuidado”, afirma.
Além do caráter cultural e recreativo, a atividade contribui para reforçar vínculos entre usuários e profissionais, promovendo ambiente de acolhimento, confiança e cuidado compartilhado. “Experiências como essa ajudam a romper barreiras, ampliando as possibilidades de participação social e reafirmando o compromisso do CAPS com rede de cuidado cada vez mais integrada à comunidade”, complementa Eidi Keli Soares.
