A instalação de duas sirenes de alerta de emergência em áreas de risco geológicos do Chafick-Macuco, no Jardim Zaíra, é o resultado de uma importante parceria entre Secretaria de Proteção e Defesa Civil da Prefeitura de Mauá e a Defesa Civil do Estado de São Paulo. O equipamento foi instalado no prédio da Escola Municipal Arthur Araújo Lula da Silva e na Unidade Básica de Saúde do Macuco, ambas no Jardim Zaíra. Na próxima sexta-feira (06/02), às 15h, será feito o treinamento das equipes, na Secretaria localizada à avenida Castelo Branco, 1930, no Jardim Zaíra. No sábado (07/02), será a vez dos moradores, com treinamento realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS MACUCO), na rua Remo Luiz Corradine, nº 115, também no Jardim Zaíra, a partir das 9h.
“O acionamento das sirenes está vinculado com a antena e placa instaladas na sede da Secretaria, que monitora as informações sobre volume de chuvas da Secretaria Estadual de Defesa Civil e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Com isso, ao receberem os primeiros alertas de volume de chuvas, técnicos da Defesa Civil de Mauá acionarão o alerta”, explicou o secretário de Proteção e Defesa Civil, Sergio Moraes.
O detalhe é que o equipamento está voltado para a região do entorno da rua Lourival Portal, que tem maior risco de deslizamento de terra. A topografia do local tem forma de vale e possibilita a reverberação do som das sirenes de forma a alcançar mais moradores com o aviso. Cerca de 5 mil pessoas serão beneficiadas com os avisos de prevenção das sirenes.
A aparelhagem é composta por dois conjuntos de cornetas, cujo volume de som supera um pouco a altura de um alarme de automóvel, com 120 decibéis. As sirenes tocam de três formas diferentes, dependendo se o alerta é de risco moderado, alto ou muito alto. O que define a categoria de alerta é o volume de chuva, sendo que até 50mm, é observação; entre 50mm e 80mm, o alarme é de estado de alerta; e acima de 80mm é o estado de emergência, quando os moradores devem deixar as casas e se dirigir para locais seguros, na casas de parentes ou abrigos.
O acionamento das sirenes de alerta apresenta três possibilidades: remoto via celular, remoto via equipamento e presencial. São também três tipos de toques das sirenes que variam conforme o intervalo de tempo: para o caso de risco de desmoronamento, para o estado de alerta e para o estado de emergência.
Segundo o supervisor técnico da empresa que fez a instalação das sirenes e do monitor, técnico em automação Lucas José Gueths, “o equipamento funciona com dois tipos de alimentação de energia alternados: placas solares, com bateria para até sete dias sem sol, e baterias de lítio.“ Segundo o supervisor, o mesmo modelo foi instalado em barragens e teve sucesso em municípios como Porto Alegre, Florianópolis e Blumenau. Inúmeras vidas foram preservadas com aviso de enchentes em várias das 300 estações instaladas após as chuvas intensas de 2024.
