Projeto Convivência Eixo Barão aproxima moradores da equipe do CRAS São João
Em seis meses, foram 35 encontros, com 487 presenças registradas
O encerramento do projeto Convivência Eixo Barão, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) São João, reuniu cerca de 30 usuários do serviço para um balanço das atividades desenvolvidas ao longo de seis meses. O projeto ampliou a presença das equipes do CRAS São João no território conhecido como Eixo Barão, uma área do município com registro significativo de vulnerabilidade social.
Uma das características principais do ‘Convivência’ é o fortalecimento da comunidade e da atuação coletiva.
“É um projeto que ganhou o nosso coração, porque fortalece as famílias e fortalece as pessoas. Conseguimos mostrar as oportunidades e as pessoas participam, sem desistir, se transformando em agentes de informação para levar a mensagem para o restante dos moradores”, explicou a secretária de Assistência Social, Fernanda Oliveira.
O projeto Convivência, neste piloto que foi desenvolvido, tem três grupos: Girassol, Fenix e Esmeralda. É um trabalho de escuta dos moradores do território. Foram 36 encontros com 487 presenças registradas nos três grupos do Eixo Barão. Esta localidade abrange a região de 60 bairros ao longo e no entorno da avenida Barão de Mauá, com três mil famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica. A equipe técnica, formada por psicólogas, assistentes sociais, orientadores sociais e outros, verificam as necessidades da população, oferecendo possibilidades de solução, como inclusão em programas de transferência de renda, encaminhamentos para serviços da Prefeitura, acolhimento, fortalecimento de vínculos familiares, entre outros.
“As famílias, e principalmente as mulheres, são prioridade para a Prefeitura”, afirmou a coordenadora dos oito CRAS do município, Monica Célia, sobre os critérios para desenvolvimento do trabalho. “É um trabalho que leva a consciência dos direitos para as pessoas”, afirmou a pastora Janny Porto Oliveira, usuária e conselheira gestora de Assistência Social. Mayara Latorre também deu seu depoimento sobre o impacto do projeto em sua vida. Ela estava desanimada, mas o grupo a incentivou a retornar aos estudos de Fonoaudiologia. Ela pode orientar idosos participantes: “Pessoas mais velhas correm mais risco de demência se tiverem problemas de audição.” A baiana Gildete Ferreira Soares foi direta: “Eu gostei muito de ver todo mundo reunido.”
A coordenadora do CRAS São João, Marineusa Rocha explicou que “O impacto foi surpreendente! Foi um acompanhamento diretamente no território, não só no território, não só no aspecto econômico, mas também luz, asfalto, serviços assistenciais… Conseguimos, juntos, resolver o problema do pavimento que proporcionou o retorno das viagens do ônibus no local.”
Outros resultados foram o encaminhamento de cinco pessoas para o mercado de trabalho, três encaminhamentos para o Bolsa Família, 18 documentos civis regularizados e cinco famílias que alcançaram autonomia e hoje declinaram dos programas de transferência de renda. A expectativa é levar o projeto para os demais CRAS.