Prefeitura de Mauá

Saúde | 22 de maio de 2026

Copa CAPS Adulto reforçou cuidado em liberdade e marcou mês da luta antimanicomial em Mauá

Encerramento do torneio ocorreu nesta sexta-feira (22), com finais, premiação e homenagens aos participantes por trajetórias de superação, convivência e inclusão social


O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III Adulto Primavera, em Mauá, encerrou nesta sexta-feira (22) a 1ª Copa da unidade, iniciativa que reuniu usuários e trabalhadores do serviço em atividades esportivas e recreativas voltadas ao fortalecimento dos vínculos sociais, da autoestima e do cuidado em liberdade. O torneio, realizado para marcar o mês da luta antimanicomial, teve como destaque modalidades como dominó, dama, palitinho, sinuca e gincanas, promovendo integração, convivência e participação coletiva.

 

O encerramento contou com as finais das modalidades e uma cerimônia de premiação marcada por homenagens aos participantes. Todos os usuários receberam medalhas de honra ao mérito em reconhecimento à participação, ao envolvimento nas atividades e às trajetórias construídas dentro do serviço de saúde mental. Já os vencedores de cada modalidade foram homenageados pelo desempenho ao longo da competição.

 

Mais do que uma disputa, a Copa foi concebida como uma ferramenta terapêutica e de inclusão social. Organizada pelos monitores de oficinas terapêuticas Thiago Almeida e Vinícius Salvador, a proposta buscou criar espaços de encontro, escuta, expressão e valorização das potencialidades individuais, em consonância com os princípios da reforma psiquiátrica brasileira e do movimento da luta antimanicomial.

 

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, remete ao histórico Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, realizado em 1987, em Bauru (SP), considerado marco na defesa de um modelo de atenção psicossocial humanizado, comunitário e contrário ao isolamento de pessoas com sofrimento psíquico. Desde então, o movimento passou a defender o fortalecimento da rede de atenção psicossocial, o respeito aos direitos humanos e a inclusão social dos usuários dos serviços de saúde mental.

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que uma em cada oito pessoas no mundo convive com algum transtorno mental, reforçando a necessidade de estratégias de cuidado que ultrapassem o atendimento clínico tradicional e contemplem ações de convivência, acolhimento, participação social e fortalecimento comunitário.

 

Para Eliene de Paula Pinto, secretária municipal de Saúde, a iniciativa evidenciou a importância de práticas coletivas no processo terapêutico. “O cuidado em saúde mental acontece também nos espaços de convivência, nas trocas e no fortalecimento dos vínculos sociais. A Copa proporcionou momentos de integração, autonomia e reconhecimento das potencialidades de cada participante, reafirmando a importância de um cuidado humanizado e construído coletivamente”, destacou.

 

A gerente do CAPS III Adulto Primavera, Andrea Aparecida Gesteira Vitale, ressaltou que as atividades integrativas desenvolvidas pela equipe multiprofissional contribuíram diretamente para o fortalecimento da autoestima e do protagonismo dos usuários. “As oficinas terapêuticas e ações coletivas fizeram parte de um processo de reabilitação psicossocial que valorizou as capacidades individuais e promoveu pertencimento. O torneio mostrou que o cuidado em liberdade também se constrói no cotidiano, por meio das relações, da escuta e da participação ativa dos usuários”, afirmou.

 

O monitor de oficinas terapêuticas Thiago Almeida destacou que a proposta nasceu do desejo de criar momentos de alegria e troca entre usuários e profissionais. “A competição trouxe experiências muito positivas para todos os envolvidos. O mais importante foi perceber o engajamento, a convivência e o fortalecimento dos laços construídos ao longo das atividades”, disse.

 

A expectativa da coordenação do serviço é de que a Copa passe a integrar o calendário anual do CAPS III Adulto Primavera, ampliando os espaços de socialização e fortalecendo práticas terapêuticas coletivas voltadas à reabilitação psicossocial, à autonomia e à construção da cidadania.


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